Dessenssibilização - qual é o custo benefício?

 Créditos da foto: busca no Google imagens

 

 

Já ouviu falar em dessenssibilização? Você sabe o que é? Será que vale a pena? 

O texto a seguir descreve a minha opinião com relação a esse tipo de tratamento.

Bom, como todos sabem, já trato alérgicos há muitos anos desde quando me diziam que era loucura pessoas reagirem a alimentos que não fossem: leite, ovo, soja e chocolate.

Sim, há um tempo atrás ninguém falava de alergia alimentar de forma clara e nem tão pouco se aventurava falar de alergia a alimentos tipo: café, cebola, tomate, coentro, frutas... onde eram considerados alimentos que não seriam capazes de induzirem reações alérgicas.

Para deixar bem claro, vale lembrar que não é o alimento quem determina seu potencial alergênico, mas o corpo do alérgico e sua bagagem genética que interpreta de forma equivocada a presença de determinadas coleções (epítopos) de aminoácidos reagentes.

Sabemos também que o mecanismo dessas reações ainda não está completamente elucidado pela complexidade e diversidade (polimorfismo) de sintomatologia em um único paciente. 

Em 20 anos, o tratamento e até o entendimento sobre esse assunto evoluiu muito, mas com toda a certeza ainda está longe de se conseguir atitudes concretas que possam realmente ajudar as próximas gerações. A medicina atual ainda não consegue perceber alergia alimentar como ela realmente é.

É necessário ser alérgico para você entender como surgem os sinais e sintomas e como a modificação do seu corpo se torna bem visível a partir do momento que você efetivamente afasta o alimento "agressor".

Entre a teoria descrita ainda pela ciência e o universo que realmente envolve o paciente alérgico a alimentos existe um verdadeiro ABISMO. É necessário ligar esses dois pontos.

O Sistema Imunológico é muito complexo e isso dificulta ainda mais. Na minha opinião, somente poderemos efetivamente ajudar as próximas gerações quando pudermos modificar ou mesmo inativar o gene que deflagra os sinais e sintomas.

Muitos tratamentos e promessas de cura enchem os olhos dos pacientes com alergia alimentar, mas como falo sempre, temos que ter FILTRO para todos eles.

Se o tratamento proposto não modifica a expressão gênica... infelizmente não tem cura, pode até ser que se garanta a tolerância, mas cura... acho difícil. O que confunde muito as pessoas é que geralmente os sinais e sintomas não se perpetuam com mas mesmas características durante a vida do alérgico e daí a falsa impressão de "cura" já que aquele sinal e sintoma que costumava se manifestar acabam "sumindo", melhor dizendo... se modificam sem serem notados. Por exemplo: quem reagia com diarreia e sangue... passa a reagir com broncopneumonia ou dermatite atópica e infelizmente isso é negligenciado. 

A dessenssibilização é um "tratamento" que consistem em apresentar o alimento reagente de forma bem diluída, ou seja apresentação de traços a que está reagindo na tentativa de "tolerância". Pode? Pára para pensar melhor.

Em juízo perfeito, não tem como se enfrentar um exército tão forte sem saber como ele irá se comportar. Bater de frente com que está resistindo é bater de frente com um muro em alta velocidade. Não dá resultado! Por modificar o sítio de manifestação das alergias ou por deixar o corpo inflamado não vale a pena! Todos que me acompanham já sabem que sou completamente contra a liberação de traços para alérgicos principalmente mediados e com produção de anticorpos ativa. Mesmo aparentemente não apresentando sinais e sintomas é lógico que se esse corpo produz anticorpos ele está reagindo. Pode ser que não esteja reagindo do jeito que se espera mas está.

Sou contra a dessenssibilização por diversas razões e depois em outro texto posso descrever todas elas, mas o fato é que a exposição de um alérgico ao seu alérgeno agressor envolve muito mais riscos (edema de glote, anafilaxia, urticária, mastocitose, etc...) que benefícios.

Não vale a pena enfrentar quem não se sabe como irá reagir ao enfrentamento. Se para o alérgico o risco de morte envolve contato com o alérgeno... por que então expô-lo dessa forma?

Pense nisso!

 

 

Dê sua opinião também, ela é muito importante.

Coloque sua dúvida e no próximo texto podemos explorar mais sobre esse assunto.

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Há 12 anos trabalho no SUS e me dedico de corpo e alma ao que faço. A minha missão: Conseguir orientar da forma correta o maior número de pessoas com relação às alergias alimentares e seus riscos.

Cuidar de crianças alérgicas envolve muito conhecimento, paciência e amor e isso eu tenho de sobra.

Fazer um bebê alérgico continuar sendo amamentado é uma conquista de equipe. Chegar a  tão esperada CURA, depende da união de todos. 


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