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Intolerância à lactose X Alergia a proteína do leite. Por que ainda confundem tanto?

Modelo: Alice, filha da mamãe Vanessa Dadam Hreisemnou de Florianópolis.

Crédito da foto: Babi &Tati Fotografias.

Ainda hoje, muitas pessoas confundem intolerância à lactose com alergia a proteína do leite de vaca e mesmo com toda a tecnologia isso para muitos profissionais ainda é difícil diferenciar. Esse fato faz muita confusão na cabeça das pessoas que acabam confundindo uma com a outra, e relacionando o sintoma de uma com o nome da outra.

Tenho visto nos grupos que acompanho muita dúvida e para deixar bem claro a diferença entre as duas, vamos falar uma pouco de cada uma aqui. 

Intolerância à lactose é uma má absorção ou má digestão do açúcar do leite (LACTOSE). O problema consiste na hipolactasia (diminuição da atividade da enzima lactase na mucosa do intestino delgado) causando diminuição da capacidade de hidrolisar (quebrar) a lactose. É importante deixar claro que ocorre nesse problema apenas sintomas de repercussão abdominal como distensão, cólicas, diarreia e flatulência em função da fermentação desse açúcar. Esse fato também por alteração do pH na fermentação dos açúcares pode provocar acidez nas fezes e conseqüentemente assaduras na região perianal. Mas como visto, não passam de manifestações abdominais. A intolerância à lactose pode ser primária e secundária. Ela é considerada primária quando ocorre após o desmame, a redução geneticamente programada e irreversível da atividade da lactase provocando muito desconforto se houver insistência no consumo da lactose. E também ela pode ser secundária geralmente após doenças que causem dano na borda em escova da mucosa do intestino delgado ou que aumentem significativamente o tempo de trânsito intestinal. Diferentemente da hipolactasia primária, a hipolactasia secundária pode ser transitória e reversível dependendo dos casos. Hoje a biologia molecular tem ajudado muito no diagnóstico da intolerância. Os testes genéticos tem apresentado excelentes resultados no diagnóstico diferencial. A sequência de análise do DNA mostra três perfis de pacientes diferentes: o CC que apresentaram sintomas de intolerância à lactose, e aqueles com os genótipos CT e TT toleraram a lactose. O que mais impressiona é que se fizer um teste genético desse, não acharemos muitos perfis CC na nossa população tão geneticamente atípica do restante do mundo pela sua miscigenação. 

Para tirar todas as dúvidas de uma vez por todas, intolerância à lactose SÓ tem repercussões abdominais, locais pela presença da lactose na luz intestinal. A lactose entra no organismo via oral e gástrica sem incomodar o indivíduo pois somente no intestino é que ela será quebrada e é somente lá que se observam os incômodos. Se você tem apenas repercussões abdominais, sua vida hoje não é tão difícil pois além de existir a enzima vendida comercialmente, existem também os produtos já enzimados facilmente encontrados em qualquer supermercado. A intolerância à lactose não causa dores de cabeça, refluxo, dermatites, otites, rinites, sinusites, constipação, diarreia com sangue, aumento de batimentos cardíacos, entre outros que vejo sendo relatados nas redes sociais.

Já a alergia ao leite, é um processo muito mais complexo, que envolve mecanismos imunológicos de defesa contra as proteínas contidas no leite. O leite possui cerca de 27 a 30 proteínas na sua composição divididas em 80% caseína (5 subtipos) e o restante proteínas do soro e outras proteínas. Nos indivíduos cujo sistema imunológico identifica proteínas alimentares como inimigos, a presença das proteínas do leite podem precipitar processos alérgicos com repercussão em todo o organismo. Existe em todo o nosso corpo, paralelo ao sistema sanguíneo, o chamado sistema linfático responsável pela circulação de células de defesa do nosso organismo e quando há necessidade, as células desse sistema migram para onde são recrutadas. Existem vários tecidos do nosso corpo associado a este sistema para que a defesa se concretize. Os chamados tecidos linfóides associados às mucosas (MALT) é que são responsáveis pelas repercussões em todas as mucosas do corpo. Isso faz com que a alergia tenha impactos bastante significativos em todo o organismo: dermatites, queda de cabelo, dores de cabeça, tonturas, redução na capacidade de concentração, depressão, espinhas, diarreia, constipação, feridas na boca, aftas, faringite, refluxo, esofagite, gastrite, colite, otite, sinusite, rinite e asma são apenas alguns dos sintomas vistos nas alergias alimentares.

Se você tem algum desses sintomas e está achando que é intolerante, vale uma pesquisa maior para fazer o diagnóstico diferencial. 

Para os alérgicos restam poucas opções no mercado e o tratamento consiste mesmo na EXCLUSÃO do leite, derivados e tracos da dieta. Não se indica mais a ingestão de leites de outros mamíferos em substituição ao leite de vaca. Somente o Leite Materno tem indicação de ingestão. Passar a observar rótulos é de extrema importância para o controle dos sintomas e para evitar perigo de morte.

 

Dúvidas nunca mais!

Saber a diferença entre as duas é fundamental.

Vale lembrar que intolerância não mata, mas alergia mata.

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Meu amor pelo que faço

Há 12 anos trabalho no SUS e me dedico de corpo e alma ao que faço. A minha missão: Conseguir orientar da forma correta o maior número de pessoas com relação às alergias alimentares e seus riscos.

Cuidar de crianças alérgicas envolve muito conhecimento, paciência e amor e isso eu tenho de sobra.

Fazer um bebê alérgico continuar sendo amamentado é uma conquista de equipe. Chegar a  tão esperada CURA, depende da união de todos. 


Aqui na página o envolvimento é de TODA a família! Mamãe, papai, vovô, vovó, a tia... e todos sempre juntos numa mesma luta para ganhar a grande batalha.

     

 Lembrem-se sempre!

Juntos somos mais fortes!

 

Sejam bem vindos e vamos aprender a ser Feliz com FA!

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