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Feliz com FA

 

Sejam bem vindos! Aqui no Feliz com FA vocês vão encontrar vídeos, textos, material educativo e novidades sobre o mundo dos alérgicos a alimentos. Espero que gostem e compartilhem com parentes e amigos! Dessa forma entenderão melhor esse novo universo.

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Você sabe a hora certa de iniciar as Introduções Alimentares?

 

Chega a hora em que todo bebê precisa e deve introduzir novos alimentos, mas... em se tratando de alérgicos? Qual seria a melhor idade para se iniciarem as introduções? Como fazê-las?

No Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar, cita o 6 mês de vida como sendo o ideal para iniciarem as introduções, afirmando que nem antes nem depois, pois em ambas as situações talvez promovessem as reações alérgicas, outros pesquisadores indicam amanetação exclusiva até o 8 mês como meio de garantir que o TGF - beta materno para melhorar a microbiota entérica do bebê favorecendo sua própria expressão de TGF - beta reduzindo a inflamação intestinal. Em função dos perfis Th1/Th2 a expressão do TGF - beta do bebê garante elementos indispensáveis para a maturação imunológica Th1, facilitando a introdução de proteínas desconhecidas na dieta do bebê. O que se sabe, é que existem várias correntes de orientações, mas ninguém ao certo tem uma idade específica determinada para isso, pois percebemos na prática clínica uma incoerência nas reações apresentadas pelas crianças. Não tem como se determinar ao certo em que momento essa criança vai melhorar o perfil imunológico porém, na minha prática clínica percebi ao longo desses 13 anos que esperar o TGF - beta se expressar é a melhor opção, mesmo que não seja um consenso entre os que discutem sobre o assunto, como posso optar pela corrente que acho mais coerente, faço as introduções dos meus pacientes aos 8 meses.

Sabe-se que com cereteza, a imaturidade do sistema imuniológico e a imaturidade das quebras proteínas são fatores importantes a serem considerados ao se iniciarem as introduçoes. Ninguém ao certo consegue determinar esta idade para os alérgicos, pois existem trabalhos que indicam o 4º mês de vida e outros que indicam até o 8º mês.

Em ambas as situações, quando seria uma idade em que a tolerância oral e as células do sistema imunológico estariam mais aptas? Só podemos considerar o fator imunológico envolvido? O que provocam as reações alérgicas se não forem a presença das proteínas ainda intactas com seu epítopos ativos? A maturação imunológica de um perfil Th2 para Th1 é importante ser observada? Essas perguntas então neste caso então ficariam sem respostas?

O fato é que quanto mais cedo, maiores as possibilidades desta imaturidade ocorrer e consquentemente as respostas não serem tão favoráveis assim. Sabemos que  a determinação da mudança dos perfis de resposta imunológica são importantíssimos para se determinar a tolerancia a proteínas alimentares. O indivíduo alérgico a alimentos, sempre será um indivíduo com risco para o desenvolvimento de alergias a proteínas alimentares e por esta razão quanto maior a cautela, melhores serão os resultados. Quanto mais pudermos esperar pela maturação do sistema imunológico melhor.

Porém ainda tem outra questão, vale lembrar que até o momento só se consideraram as questões imunológicas, porém, sabe-se que somente proteínas são responsáveis por estas reações e que fatores digestivos (quebra das proteínas) não estão sendo devidamente considerados e por este motivo é que não há como se falar de reação alérgica sem levar em consideração o fator digestibilidade proteica e seus efeitos no sistema imunológico. Devemos considerar este ponto e refletir sobre ele.

Aos 6 meses, a capacidade digestiva gástrica para a quebra de proteínas de um bebê, não atingiu sua plenitude e o pH do seu estômago ainda tente a ser ligeiramente neutro. Por esta razão, é que devemos não só considerar a chamada "janela imunológica" quando se trata de bebês e proteínas, mas trambém a capacidade desse bebê quebrar de forma correta, as unidades proteícas e reduzir os epítopos reativos a ponto de se transformarem em haptenos sem poder de reação prontos para serem absorvidos. Pois bem, o ponto em questão não é levarmos somente em consideração Sistema Imunológico pois o indivíduo não funciona em partes, mas todo o sistema envolvido em SER HUMANO x PROTEÍNA. Sabemos que a maturidade de quebra proteica não ocorre aos 6 meses, mas aos 2 anos de idade. Somente aos 2 anos de idade, é que uma criança atinge os mesmos níveis de quebra próteica de um adulto e portanto as proteína não sendo quebradas da forma correta, poderão assim passar para o intestino e serão identificadas como agente agressor. E mais! Crianças que fazem uso atualmente de inibidores da bomba de prótons (IBP) tem maiores possibilidades disso acontecer pois dessa forma, as proteínas que passam pelo estômago chegam intactas ao intestino podendo ser identificada como agente agressor.

É bom salientar também que não só alimentos de origem animal tem proteínas, mas os vegetais também. Aliás, as proteínas vegetais ainda são mais resistentes à ação das proteases que as proteínas animais. Os vegetais têm na sua composição elementos que ainda inibem a capacidade da tripsina do estômago quebrar as proteínas da forma correta e portanto temos sim que levar estes fatores limitantes em consideração quando se trata de introdução alimentar em alérgicos. O fato é que, deve-se ter o cuidado com introduções alimentares em bebês não só pelo fator imunológico, mas também, pelo fator digestivo. 

Ao se pensar em introduzir alimentos em um bebê alérgico temos que considerar várias situações. Esse bebê tem diagnóstico que foi definido por um alergologista que trabalhe com AA? Esse perfil imunológico permite fazer as introduções? Ao introduzir, tenho o cuidados alimento devidamente preparado? Tenho o cuidado de tentar desativar pelo menos parte de suas proteínas? Tenho a paciência de introduzir um alimento por vez? Tenho o cuidado de observar as proteínas que tem possibilidade de cruzamento? O bebê que acompanho faz uso de IBP? Quais as reações que apresenta com alimentos testados via LM?

Tudo e ABSOLUTAMENTE TUDO isso tem que ser levado em consideração.

Um bebê alérgico não pode ser considerado como um bebê que não apresenta alergias.Introduzir aos 6 meses é para bebês cujo sistema imunológico não apresentam reações alérgicas a alimentos.

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Meu amor pelo que faço

Há 12 anos trabalho no SUS e me dedico de corpo e alma ao que faço. A minha missão: Conseguir orientar da forma correta o maior número de pessoas com relação às alergias alimentares e seus riscos.

Cuidar de crianças alérgicas envolve muito conhecimento, paciência e amor e isso eu tenho de sobra.

Fazer um bebê alérgico continuar sendo amamentado é uma conquista de equipe. Chegar a  tão esperada CURA, depende da união de todos. 


Aqui na página o envolvimento é de TODA a família! Mamãe, papai, vovô, vovó, a tia... e todos sempre juntos numa mesma luta para ganhar a grande batalha.

     

 Lembrem-se sempre!

Juntos somos mais fortes!

 

Sejam bem vindos e vamos aprender a ser Feliz com FA!

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