Diferente serão suas atitudes depois de conhecer.

 

“Ter um filho diferente requer mudanças radicais sobre a visão de mundo. Nos vemos obrigados a reavaliar os valores. Ao encontrarmos uma realidade tão amarga, batemos de frente com o medo do desconhecido. Idealizamos um filho perfeito, e nisto não há mal algum...”

(Nebó & Jambor, 1999).

 

A expressão AUTISMO” foi utilizada pela primeira vez por Bleuler em 1911, para designar a perda do contacto com a realidade, o que acarretava uma grande dificuldade ou impossibilidade de comunicação.

 O Autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento também chamado de Transtorno do Espectro Autista, que se caracteriza por alterações significativas na comunicação, na interação social e no comportamento comum da criança. Essas alterações levam a uma dificuldade adaptativa ao ambiente em que vivem e geralmente aparecem antes dos 03 anos de idade, podendo ser percebidas, em alguns casos, já nos primeiros meses de vida. Porém estabelecer um diagnóstico muitas vezes é difícil e passa a ser confundido com outros transtornos.

Mundy em seu estudo de 2011, afirma que as estimativas atuais de prevalência sugerem que cerca de três a cinco crianças em cada mil são afetadas por um distúrbio do espectro do autismo. Destes, 2/3 do sexo masculino e 1/3 do sexo feminino.

Alguns estudos comportamentais também revelam que os pais sofrem demasiadamente devido à demora em chegar-se a um diagnóstico e às preocupações sobre o futuro de seu filho, já que uma das grandes preocupações parentais é o que vai acontecer com o filho quando de sua morte, com quem ficará a responsabilidade do cuidado dele.

Todas essas dificuldades impõem ao autismo mais estudos para tentar reduzir esta distância entre mundo dito como “normal” e o mundo autista. Mesmo nos dias de hoje o autismo ainda é uma condição muito complexa, onde vemos na nutrição e nos fatores ambientais papéis primordiais para melhoria da qualidade de vida do indivíduo.

Muitos estudos tem se desenhado como tendo na nutrição um grande aliado no controle das manifestações do espectro.

Esses estudos associam alergias alimentares e autismo. Pesquisas do Professor Aderbal Sabra em 1998 publicados na Lancet já indicam desde essa época que os doentes com alergias alimentares e manifestações no CNSALT (central nervous system associated lymphoid tissue) tiveram alterações endoscópicas nas biópsias de íleo terminal semelhantes aos descritos pelo grupo do professor John Walker Smith, realizado em pacientes com TEA, fazendo assim as primeiras associações entre alergia alimentar e TEA. Em 2006 foi realizado um estudo multicêntrico envolvendo centros do Rio de Janeiro, Venezuela e Washigton DC onde associam novamente AA e TEA. Um estudo multicentrico feito em Harvard pelos Professores Harland  e Timoty Buie mantiveram observações associando AA e TEA, o que faz com que  a nossa  atenção vire-se para um melhor rastreamento de possíveis alergias que o paciente com autismo pode ter e o correto manejo das mesmas.

Os estudos ainda apontam que esses paciente costumam ser alérgicos múltiplos necessitando além da equipe multidisciplinasr que o assiste, o acompanhamento de uma nutricionista para fazer as substituições da forma mais adequada possível.

E ao ler este artigo você pode se perguntar:

Todo alergico alimentar vai se tornar autista? Podemos afirmar que não, pois nem todos os alérgicos elegem o Sistema Nervoso como foco das reações.

Mas... todo autista com alergia alimentar melhora se tirar os alérgenos? Possivelmente sim, e é justamente isso que está se tentando provar.

 

MUNDY, P., Autismo e seu impacto no desenvolvimento infantil: Comentários sobre Charman, Stone e Turner, e Sigman e Spence. In: Tremblay RE, Barr RG, Peters RDeV, Boivin M, eds. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância. Montreal, Quebec: Centre of Excellence for Early Childhood Development; 2011:1-6.

Disponível em: http://www.enciclopedia-crianca.com/documents/MundyPRTxp1.pdf.

WAKEFIELD AJ, Murch SH, Anthony A, et al. Ileal-lymphoid-nodular hyperplasia, non specific colitis, and pervasive developmental disorder in children. Lancet.1998;351(9103):637–641.

SABRA A, Bellanti J, Colon A. Ileal-lymphoid-nodularmhyperplasia, non-specific colitis, and pervasive developmental disorder in children. The Lancet 08/1998; 352(9123):234-5.

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Meu amor pelo que faço

Há 12 anos trabalho no SUS e me dedico de corpo e alma ao que faço. A minha missão: Conseguir orientar da forma correta o maior número de pessoas com relação às alergias alimentares e seus riscos.

Cuidar de crianças alérgicas envolve muito conhecimento, paciência e amor e isso eu tenho de sobra.

Fazer um bebê alérgico continuar sendo amamentado é uma conquista de equipe. Chegar a  tão esperada CURA, depende da união de todos. 


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