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Sejam bem vindos! Aqui no Feliz com FA vocês vão encontrar vídeos, textos, material educativo e novidades sobre o mundo dos alérgicos a alimentos. Espero que gostem e compartilhem com parentes e amigos! Dessa forma entenderão melhor esse novo universo.

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Olhando assim... parece tudo leite, mas não é!

O que significa a palavra “leite” ? Você sabe?

 

Os órgãos reguladores como o GMC do Mercosul entende por “Leite” o seguinte conceito: “Entende-se por Leite, sem especificar a origem animal da qual é obtido, o produto da ordenha completa e initerrupta, em condições de higiene , de vacas leiteiras sãs, bem alimentadas e em repouso. O leite de outros deve ser denominado conforme a espécie da qual proceda”, portanto sabemos que Leite é um produto de origem animal!

Biologicamente, o Leite é o produto resultante da produção das glândulas mamárias dos mamíferos que serve de alimento para suas crias. No leite encontramos vários nutrientes em suspensão que juntos farão a nutrição do filhote. No leite não tem apenas nutrientes em suspensão (misturados à água), tem também fatores bifidus que vão garantir à cria o início da sua colonização intestinal e as chamadas Imunoglobulinas maternas, responsáveis pela primeira linha de defesa do filhote ainda muito imaturo. No leite e dependendo da fase, terão inteligentemente quantidades de nutrientes específicos para cada fase da cria.

Num bebê alérgico, vários são os motivos para mantermos a amamentação por um longo período de tempo. Um deles é justamente a propriedade da mãe passar pelo seu leite Imunoglobulinas de série A as chamadas Imunoglobulinas IgA secretoras que ajudarão a Placa de Peyer do intestino do bebê iniciar as suas primeiras defesas. Além disso, os fatores Bifidus também estão presentes fazendo com que a microbiota intestinal seja estimulada a se desenvolver. Nenum PROBIÓTICO tem esse efeito igual ou melhor que o LEITE MATERNO. Essas propriedades nenhum outro leite dará ao seu bebê.

Não há como falar em Leites, sem falar das suas proteínas e do seu conteúdo nutricional. No leite de origem animal, conterão as chamadas “proteínas de alto valor biológico” que significa dizer que nessa solução, terão proteínas que para nós humanos, serão mais bem aproveitadas para a síntese dos nossos tecidos.

É sabido porém que vegetais não são mamíferos, portanto, não têm como dar Leite. O conteúdo que obtemos do processamento de um vegetal não pode ser assim denominado, pois não irá conter TODOS os nutrientes produzidos por glândulas mamárias inclusive os mais importantes como fator bifidus, Imunoglobulinas IgA secretora e proteínas de alto valor biológico.

Temos limitações para digerir os vegetais, pois muitas vezes o nosso conteúdo enzimático é inativado pelo próprio conteúdo de componentes químicos do vegetal. Vegetais possuem os chamados fatores antinutricionais e isso deve ser levado em consideração na escolha do uso. Falaremos nesse texto sobre um largamente usado: a soja.

Em outros artigos que seguirão nos próximos dias falaremos de outros "leites" que vejo fazerem sucesso nas redes sociais.

Mas aqui, vamos falar da SOJA. A soja por exemplo é amplamente consumida pelo baixo custo, por ser uma leguminosa considerada por alguns pesquisadores como tendo alto valor nutricional, comercialmente mais palatável, mesmo sendo de origem vegetal.  Segundo (SOUZA, 1999) os grãos da soja possuem cerca de 30% de carboidratos, dos quais 15% é de fibra; 18% de óleo onde 85% é insaturado; e 38% de proteínas ricas em aminoácidos essenciais. Porém saliento que não são todos que contém na soja. 

Devido a ampla divulgação das suas características benéficas, o baixo custo e a facilidade do cultivo, a soja passou a ser amplamente utilizada em todo o mundo. No entanto, ela contém uma grande quantidade dos chamados fatores antinutricionais que podem provocar efeitos fisiológicos adversos ou diminuir a biodisponibilidade dos seus próprios nutrientes.

Dentre os fatores antinutricionais termolábeis, ou seja, que se perdem com o aquecimento, encontram-se os inibidores de proteases, as lectinas, as saponinas, as hemaglutininas, os fatores bociogênicos, os antivitamínicos e antiminerais (fitatos principalmente). Dentre os fatores termoestáveis ou seja, os piores fatores a serem considerados pois resistem a temperaturas elevadas, estão as isoflavonas, os fatores de flatulência, os fatores alergênicos, lisinoalanina e saponinas descritos no artigo de (MIURA et al., 2001). Os principais inibidores de proteases da soja são os inibidores de tripsina Kunitz e os inibidores de tripsina e quimiotripsina Bowman-Birk. O Kunitz, mais sensível ao tratamento térmico, tem especificidade pela tripsina, empatando a quebra de proteínas já no estômago, enquanto o Bowman-Birk, mais termoestável, tem capacidade de inibir tanto a tripsina quanto a quimotripsina (BRITO, 2006), tanto do estômago quanto do intestino delgado, dificultando muito a quebra das próprias proteínas da soja, fazendo com que chegue à luz do intestino dos bebês proteínas intactas que podem fazer sinalizações indesejadas ao sistema imunológico.

Todos e esses fatores fazem com que se repense muito em usar tal bebida pois deveremos considerar que bebês não possuem seus níveis de proteases em capacidade total antes do segundo ano de vida. Acreditar que tais fatores não vão causar impacto nutricional negativo em bebês é ingenuidade. A soja é muito boa para a indústria alimentícia pois dela se extraem insumos muito baratos para serviresm como estabilizantes e emulsificantes, mas para nutrir um bebê devemos considerar outros fatores mais importante que fatores econômicos. Podem causar prejuízos irreparáveis para toda a vida.

Vale lembrar ainda que, a soja produzida no Brasil é TODA transgênica. Não sabemos ainda que impacto na saúde esse tipo de alimento terá.

 

SOUZA, C.G. 1999. Alimentos Transgênicos: Uma abordagem social. Serviço Social em Revista, 2 (1). Universidade Estadual de Londrina. Disponível em http://www.ssrevista.uel.br/c_v2n1_transgenicos.htm Acesso em 12 de setembro de 2009.

MIURA, E. M.Y.; BINOTTI, M. A. R.;CAMARGO, D. S.; MIZUBITI, I. Y.; IDA, E. I. 2001. Avaliação biológica de soja com baixas atividades de inibidores de tripsina e ausência do inibidor Kunitz. Archivos Latinoamericanos de Nutrición, 51 (2): 195-198.

BRITO, A. B. 2006. Processo de desativação da soja. Disponível em http://www.poli-nutri.com.br/conteudo_dicas_fevereiro_06_1.htm. Acesso em 30 de novembro de 2009.

 

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Meu amor pelo que faço

Há 12 anos trabalho no SUS e me dedico de corpo e alma ao que faço. A minha missão: Conseguir orientar da forma correta o maior número de pessoas com relação às alergias alimentares e seus riscos.

Cuidar de crianças alérgicas envolve muito conhecimento, paciência e amor e isso eu tenho de sobra.

Fazer um bebê alérgico continuar sendo amamentado é uma conquista de equipe. Chegar a  tão esperada CURA, depende da união de todos. 


Aqui na página o envolvimento é de TODA a família! Mamãe, papai, vovô, vovó, a tia... e todos sempre juntos numa mesma luta para ganhar a grande batalha.

     

 Lembrem-se sempre!

Juntos somos mais fortes!

 

Sejam bem vindos e vamos aprender a ser Feliz com FA!

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